25
de
janeiro
Pois é.
- E ai cara.
- E ai cara.
- Putz, trabalhar hoje é foda, hein.
- Pois é.
The Smiths - “I know it’s over”
- E ai cara.
- E ai cara.
- Putz, trabalhar hoje é foda, hein.
- Pois é.
The Smiths - “I know it’s over”
Em um jogo com várias alternativas, o Corinthians ficou no empate por 2 a 2 com o Barueri, nesta quinta-feira à noite, na estréia do Campeonato Paulista, disputado no Pacaembu. Isso mesmo. O Corinthians estreiou sem vitória.
O primeiro tempo do jogo se arrastou até os 22 minutos. Na oportunidade, Bruno dá excelente passe nas costas da zaga corintiana. Pedrão, em posição duvidosa, entra livre e bate na saída de Felipe. Perdendo, o time partiu para cima do Barueri e conseguiu o empate aos 37 minutos do segundo tempo.
Chicão converteu pênalti para descontar. A bola explodiu na direita do goleiro do Barueri e parou dentro das redes: 2 a 1.
“Foi difícil, como sempre é para o Corinthians. Mas valeu a pena sofrer”, comemorou o jogador, que atuou pelo Botafogo na última temporada.
O Corinthians perdia o jogo por 2 a 0 até 37min do segundo tempo, quando o zagueiro Chicão converteu pênalti para descontar. Aos 43min, Jorge Henrique fez a torcida comemorar como uma vitória o gol de empate, em cabeçada certeira. Obrigada pelo gol Jorge, sei que foi para mim querido!
“Achei que aquela bola do Souza tinha entrado”, lamentou Jorge Henrique, sem perder o ar de satisfação.
Contra as vaias do final para o Douglas. Ele é o melhor 10 do mundo, cara!
Sim, moro em Barueri, mas sou Corinthiana!
“Você não pode ser assim o tempo todo!”
“Assim como?”
“Assim, que nem um personagem, é como se você fosse um personagem.”
“Você tá querendo dizer que eu não sou o que eu sou, é isso? Você tá me chamando de falsa?”
“Não, não é isso que eu to querendo dizer. Você é legal, você é engraçada. E diferente. Não é possível que você seja assim o tempo todo!”
Smashing Pumpkins - “Disarm”
Whisper in my ear, a wish
“We could drift away so far”
No final das contas, é o imprevisível que faz o seu dia. Uma mensagem inesperada. Duas mensagens inesperadas. Um elogio. Uma música. Duas músicas. Uma palavra dita sem querer que você achou que eu não percebi. Uma ligação de madrugada. Um comentário nesse blog.
Não sei quanto a você, mas eu tenho mania de roteirista. Não sei se de cinema ou de seriado de TV, só sei que imagino minha vida como um grande script. Não no sentido de “Julia diz: Olá”. E também não há longas descrições sobre os sentimentos excruciantes que sentimos nesse mundo repleto de desconfiança e medo. Também não penso como autora de teatro, porque seria pretensão demais imaginar que eu conseguiria resumir vidas ou assuntos em uma, duas horas.
Mesmo que você não pense na sua vida como um roteiro já escrito, você também deve estar acostumado a pensar que tudo corre exatamente como você planejar, se você seguir as regras direitinho. Acorde na mesma hora, tome banho, saia de casa para trabalhar, almoce no mesmo lugar. E aí você imagina que, no minuto em que quebrar essa rotina, algo de surpreendente acontece. Você conhece sua alma gêmea. A oportunidade financeira da sua vida.
Não, não é assim. Sim, se você quebrar uma rotina, algo surpreendente até pode acontecer. Mas as chances são muito menores. No final das contas, nem dá pra medir essas tais “chances”, não há como contar improbabilidades. É improvável e ponto final, não tente controlar.
Não estou dizendo para você largar tudo na mão do destino, esperar o acaso te dizer para que lado da rua atravessar. Só te digo uma coisa: acredite que você não pode controlar tudo nesse mundo.
“And true love waits
In haunted attics
And true love lives
On lollipops and crisps
Just don’t leave, don’t leave”
We can cap the old times make playing only logical harm
We cap the old lines make playing that nothing else will change
“Quando nos defrontamos com alguém que é amável, atencioso e delicado, é muito difícil ficar convencido a cada instante de que nada do que é dito é verdadeiro, de que nada é sincero. Para duvidar (contínua e sistematicamente, sem um segundo de hesitação), é necessário um esforço gigantesco e muita prática, ou seja: freqüentes interrogatórios policiais.”
De todos os super-poderes que eu poderia ter, nunca imaginei que o que eu ganharia seria o da invisibilidade.
Bem, melhor do que nada. Né?
1 - Você sai no sábado com uma amiga pra comemorar que entrou na faculdade. Ela te leva pra um lugar onde se encontram mais umas 27 outras garotas aproximadamente. O intuito é fazer uma farra. Mas você só consegue ficar em um canto, analisando aquelas pessoas estranhas. Ai você conclui/confirma: você é uma baita anti-social mesmo.
2 - Você vai pra estação pra pegar o metrô pra voltar pra casa. Ele demora. Senta uma desconhecida do seu lado e olha pra sua cara como se quisesse falar alguma coisa. Você ignora. Aí ela fala: “pelo jeito o metrô aqui demora mesmo, hein?”. Aí você responde: “Na verdade não demora não, não sei porque tá demorando hoje”. O metrô finalmente chega e a estranha olha pra você sorrindo: “viu? Era uma mulher dirigindo!” como se isso explicasse tudo. Aí você conclui/confirma: que é uma baita anti-social e não sabe lidar com quem não é.
3 - Você entra no trem, mas não tem lugar pra sentar. E você percebe que tem um cara do seu lado te encarando. Quando chega na próxima estação, dois bancos liberam. Você senta em um deles e o cara quase que empurrando todo mundo senta no outro. Você abre um livro e começa a ler (porque você sempre tem um nas mãos, e isso é um consolo nas horas desconfortáveis) e o cara pega um livro também. Mas você percebe que ele tá encarando o seu livro. Aí você olha pro dele e vê o título: “Dogma e Rituais da Alta Magia“. Finalmente ele pára de encarar você e o seu livro e começa a rabiscar no livro dele, o que parecem ser rituais ou sei lá o quê. Aí você conclui/confirma: que é um ótimo negócio ser anti-social.
Imagine uma banda com os seguintes elementos: vocais em perfeitos tons, instrumental caprichado, letras intelectualmente elaboradas com conteúdos atemporais, produção cuidadosamente bem feita e músicos incríveis, com pinta de rockstars. Se identificou? Se sua resposta é “sim”, então definitivamente você não deve ouvir o Mclusky…
Formado por três imbecis que definiam seu som com rótulos pouco ortodoxos como “shitrock” e “fucking music”, o Mclusky era uma mistura de punk, new wave, Star Wars, humor ácido e cultura trash diluídos em berros desesperados e instrumentos tocados (propositalmente ou não) de maneira ruim. A intenção principal era ser espontaneamente tosco, e orgulhar-se disso com sarcasmo. Eu gostei.
Ps: PUC-SP Ciência da Computação, eu passei. E melhor, pelo ENEM.
Ps2: No trampo, vendo a revista Playstation do Thiago - Lembrando os sons de Winning Eleven e International Superstar Soccer Deluxe, morrendo pra jogar The King of Fighters XII e BioShock.
Ps3: A música de nome mais bonito do Mclusky na minha opinião é “The world loves us and is our bitch”
Achei exagerada certas posições colocadas na época, do tipo: “O novo Nirvana”, “O Mclusky vai se transformar na maior banda de rock do mundo nos próximos anos”, “O Mclusky é um Nirvana em estado embrionário e pronto para reconquistar multidões para o rock”, “O Mclusky será o Pixies do ano 2000″, e por aí vai.
Ps4: Nunca comparem nada com Nirvana