19
de
janeiro
O poder do Improvável
No final das contas, é o imprevisível que faz o seu dia. Uma mensagem inesperada. Duas mensagens inesperadas. Um elogio. Uma música. Duas músicas. Uma palavra dita sem querer que você achou que eu não percebi. Uma ligação de madrugada. Um comentário nesse blog.
Não sei quanto a você, mas eu tenho mania de roteirista. Não sei se de cinema ou de seriado de TV, só sei que imagino minha vida como um grande script. Não no sentido de “Julia diz: Olá”. E também não há longas descrições sobre os sentimentos excruciantes que sentimos nesse mundo repleto de desconfiança e medo. Também não penso como autora de teatro, porque seria pretensão demais imaginar que eu conseguiria resumir vidas ou assuntos em uma, duas horas.
Mesmo que você não pense na sua vida como um roteiro já escrito, você também deve estar acostumado a pensar que tudo corre exatamente como você planejar, se você seguir as regras direitinho. Acorde na mesma hora, tome banho, saia de casa para trabalhar, almoce no mesmo lugar. E aí você imagina que, no minuto em que quebrar essa rotina, algo de surpreendente acontece. Você conhece sua alma gêmea. A oportunidade financeira da sua vida.
Não, não é assim. Sim, se você quebrar uma rotina, algo surpreendente até pode acontecer. Mas as chances são muito menores. No final das contas, nem dá pra medir essas tais “chances”, não há como contar improbabilidades. É improvável e ponto final, não tente controlar.
Não estou dizendo para você largar tudo na mão do destino, esperar o acaso te dizer para que lado da rua atravessar. Só te digo uma coisa: acredite que você não pode controlar tudo nesse mundo.
“And true love waits
In haunted attics
And true love lives
On lollipops and crisps
Just don’t leave, don’t leave”


