In between days

“Why won’t you ever know…

19

de

janeiro

O poder do Improvável

No final das contas, é o imprevisível que faz o seu dia. Uma mensagem inesperada. Duas mensagens inesperadas. Um elogio. Uma música. Duas músicas. Uma palavra dita sem querer que você achou que eu não percebi. Uma ligação de madrugada. Um comentário nesse blog.

Não sei quanto a você, mas eu tenho mania de roteirista. Não sei se de cinema ou de seriado de TV, só sei que imagino minha vida como um grande script. Não no sentido de “Julia diz: Olá”. E também não há longas descrições sobre os sentimentos excruciantes que sentimos nesse mundo repleto de desconfiança e medo. Também não penso como autora de teatro, porque seria pretensão demais imaginar que eu conseguiria resumir vidas ou assuntos em uma, duas horas.

Mesmo que você não pense na sua vida como um roteiro já escrito, você também deve estar acostumado a pensar que tudo corre exatamente como você planejar, se você seguir as regras direitinho. Acorde na mesma hora, tome banho, saia de casa para trabalhar, almoce no mesmo lugar. E aí você imagina que, no minuto em que quebrar essa rotina, algo de surpreendente acontece. Você conhece sua alma gêmea. A oportunidade financeira da sua vida.

Não, não é assim. Sim, se você quebrar uma rotina, algo surpreendente até pode acontecer. Mas as chances são muito menores. No final das contas, nem dá pra medir essas tais “chances”, não há como contar improbabilidades. É improvável e ponto final, não tente controlar.

Não estou dizendo para você largar tudo na mão do destino, esperar o acaso te dizer para que lado da rua atravessar. Só te digo uma coisa: acredite que você não pode controlar tudo nesse mundo.

“And true love waits
In haunted attics
And true love lives
On lollipops and crisps

Just don’t leave, don’t leave”

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17

de

janeiro

Obstacle 1

We can cap the old times make playing only logical harm
We cap the old lines make playing that nothing else will change

“Quando nos defrontamos com alguém que é amável, atencioso e delicado, é muito difícil ficar convencido a cada instante de que nada do que é dito é verdadeiro, de que nada é sincero. Para duvidar (contínua e sistematicamente, sem um segundo de hesitação), é necessário um esforço gigantesco e muita prática, ou seja: freqüentes interrogatórios policiais.”

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16

de

janeiro

Kryptonite/Spider-bitten girl

De todos os super-poderes que eu poderia ter, nunca imaginei que o que eu ganharia seria o da invisibilidade.

Bem, melhor do que nada. Né?

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16

de

janeiro

How to Disappear Completely

I’m not here.

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14

de

janeiro

Stand-by

- Alô.
- Alô, bruno?
- É.
- Que você tá fazendo?
- Vendo a casa de vidro.
- Viu seu e-mail?
- Ah, vi.
- Vai ouvir a música lá bruno, é muito louca.
- Camila, agora eu vou ficar vendo o payperview da casa de vidro pra sempre mano. Big Brother é a época que eu fico de stand-by.
- Ah não, perae que eu vou ter que anotar isso.
- Ah não, vou desligar.

14

de

janeiro

Conversando com Thom Yorke

Jigsaw falling into place:

Há quase um mês eu escuto essa música sem parar, sempre esperando que na vez seguinte eu perceba algo novo nela (o que costuma acontecer), ou a entenda finalmente por completo. É uma conversa que estou tendo com o Thom Yorke há quase um mês meses, mas que não soa repetitiva. Toda vez ele parece contar algo surpreendente, ou com uma entonação diferente. Como se toda vez fosse a primeira.

É isso que amor (ou paixão?) deveria ser?

E é por isso que eu, e meu dois amigos (coagidos, diga-se de passagem) estaremos na Chácara do Jockey, em SP, dia 22 de Março. Eu vou falar com Thom Yorke pessoalmente.

Não tenho o teu gosto musical incrível, não conheço tuas dezenas de maravilhosos artistas brasileiros. Meu conhecimento musical é mínimo, é patético. Meu repertório em português deve ser de 50 músicas, a maioria delas bobas, e eu não tô contando Legião. Não entendo nada de instrumentos, nada de voz. Não sei o que é harmonia, não conheço notas, acordes, não sei quantas teclas tem um piano.

E não quero mais saber.

Não sei explicar o que eu gosto. E não me importo por não saber. Não é complicado. Não é complicadíssimo. Gosto do que ouço, mesmo sem entender. Mesmo o Thom Yorke tendo um olho paralisado. Mesmo ele não sendo brasileiro ou cantando em português. Mesmo que isso com certeza seja apenas um monte de barulho desordenado para seus ouvidos sensivelmente treinados. Posso ser a única, mas acho do c****** quando eles começam a tocar depois de 2′22” nesse clipe. Esse é o tipo de música que me arrepia. E se isso me faz pior do que você, não ligo mais.

Para mim, it’s the devil’s way now.
It’s too late now,
because
you have not been
paying attention.

Arquivado em: Filme, música I Comentários (3)

13

de

janeiro

Acontece.

- Alô?
- Alô.
- Fala.
- Como você fala: muzzarella, ou mussarela?
- Que que é Bruno? Você discou para o disk-dicionário e caiu aqui?
- Aham.

13

de

janeiro

Gary Grobowski And Brooke Meyers

Gary: Brooke?
Brooke: Hi!
Gary: Hi!
Brooke: Wow!
Gary: It’s good to see you.
Brooke: It’s good to see you.
Gary: I’d give you a hug, but my hands are kind of full with all the bags here… How’ve you been?
Brooke: I’ve been really good. How have you been?
Gary: I’ve been good.
Brooke: Yeah…
Gary: You look great
Brooke: Thank you.
Gary: The hair’s a little different. Looks nice.
Brooke: Yeah? Oh, yeah… You’ve been lost some weight!
Gary: Well, it’s very deceiving, actually. I’ve managed to become thin without having any real muscle on me whatsoever. Very tough to accomplish, by the way. I’m proud of myself.
Brooke: Well, you look terrific.
Gary: Thanks… I heard your trip went really well.
Brooke: It did. It went really well.
Gary: Oh, good.
Brooke: It was fun, it was amazing, i saw so many amazing places. It was just… But, you know, you do realize how much you love home.
Gary: It’s good to have you back.
Brooke: Yeah. It’s good to be back… And the boat! Congratulations on the boat.
Gary: Thanks.
Brooke: I’m waiting for it to get warm, and i’m gonna come by and take a ride.
Gary: Well, anytime you want. It’ll be on the house. Come on by.
Brooke: Well, i will, then.
Gary: I hope you do.
Brooke: Definitely… Well i got to… I’m going to a meeting so…
Gary: I got to drop these bags off anyway, but it’s really good to see you, Brooke.
Brooke: Really good to see you.
Gary/Brooke: Shouldn’t…
Brooke: Sorry.
Gary: I’m sorry… I’m just saying we shouldn’t wait so long the next time before we…
Brooke: Yeah.
Gary: …catch up.
Brooke: We have a lot more to talk about.
Gary: Yeah.
Brooke: So.
Gary: Be good.
Brooke: Okay.
Gary: Bye.
Brooke: Bye.

“Why so green and lonely? Heaven sent you to me
We are accidents
waiting
waiting to happen
we are accidents waiting waiting to happen”

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12

de

janeiro

Nunca.

Nunca. Nunca, nunca desperdice café.

Arquivado em: nada I Comentários (7)

11

de

janeiro

Conclusões

1 - Você sai no sábado com uma amiga pra comemorar que entrou na faculdade. Ela te leva pra um lugar onde se encontram mais umas 27 outras garotas aproximadamente. O intuito é fazer uma farra. Mas você só consegue ficar em um canto, analisando aquelas pessoas estranhas. Ai você conclui/confirma: você é uma baita anti-social mesmo.

2 - Você vai pra estação pra pegar o metrô pra voltar pra casa. Ele demora. Senta uma desconhecida do seu lado e olha pra sua cara como se quisesse falar alguma coisa. Você ignora. Aí ela fala: “pelo jeito o metrô aqui demora mesmo, hein?”. Aí você responde: “Na verdade não demora não, não sei porque tá demorando hoje”. O metrô finalmente chega e a estranha olha pra você sorrindo: “viu? Era uma mulher dirigindo!” como se isso explicasse tudo. Aí você conclui/confirma: que é uma baita anti-social e não sabe lidar com quem não é.

3 - Você entra no trem, mas não tem lugar pra sentar. E você percebe que tem um cara do seu lado te encarando. Quando chega na próxima estação, dois bancos liberam. Você senta em um deles e o cara quase que empurrando todo mundo senta no outro. Você abre um livro e começa a ler (porque você sempre tem um nas mãos, e isso é um consolo nas horas desconfortáveis) e o cara pega um livro também. Mas você percebe que ele tá encarando o seu livro. Aí você olha pro dele e vê o título: “Dogma e Rituais da Alta Magia“. Finalmente ele pára de encarar você e o seu livro e começa a rabiscar no livro dele, o que parecem ser rituais ou sei lá o quê. Aí você conclui/confirma: que é um ótimo negócio ser anti-social.

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