14
de
janeiro
Conversando com Thom Yorke
Jigsaw falling into place:
Há quase um mês eu escuto essa música sem parar, sempre esperando que na vez seguinte eu perceba algo novo nela (o que costuma acontecer), ou a entenda finalmente por completo. É uma conversa que estou tendo com o Thom Yorke há quase um mês meses, mas que não soa repetitiva. Toda vez ele parece contar algo surpreendente, ou com uma entonação diferente. Como se toda vez fosse a primeira.
É isso que amor (ou paixão?) deveria ser?
E é por isso que eu, e meu dois amigos (coagidos, diga-se de passagem) estaremos na Chácara do Jockey, em SP, dia 22 de Março. Eu vou falar com Thom Yorke pessoalmente.
Não tenho o teu gosto musical incrível, não conheço tuas dezenas de maravilhosos artistas brasileiros. Meu conhecimento musical é mínimo, é patético. Meu repertório em português deve ser de 50 músicas, a maioria delas bobas, e eu não tô contando Legião. Não entendo nada de instrumentos, nada de voz. Não sei o que é harmonia, não conheço notas, acordes, não sei quantas teclas tem um piano.
E não quero mais saber.
Não sei explicar o que eu gosto. E não me importo por não saber. Não é complicado. Não é complicadíssimo. Gosto do que ouço, mesmo sem entender. Mesmo o Thom Yorke tendo um olho paralisado. Mesmo ele não sendo brasileiro ou cantando em português. Mesmo que isso com certeza seja apenas um monte de barulho desordenado para seus ouvidos sensivelmente treinados. Posso ser a única, mas acho do c****** quando eles começam a tocar depois de 2′22” nesse clipe. Esse é o tipo de música que me arrepia. E se isso me faz pior do que você, não ligo mais.
Para mim, it’s the devil’s way now.
It’s too late now,
because
you have not been
paying attention.


