14
de
janeiro
- Alô.
- Alô, bruno?
- É.
- Que você tá fazendo?
- Vendo a casa de vidro.
- Viu seu e-mail?
- Ah, vi.
- Vai ouvir a música lá bruno, é muito louca.
- Camila, agora eu vou ficar vendo o payperview da casa de vidro pra sempre mano. Big Brother é a época que eu fico de stand-by.
- Ah não, perae que eu vou ter que anotar isso.
- Ah não, vou desligar.
8
de
janeiro
Imagine uma banda com os seguintes elementos: vocais em perfeitos tons, instrumental caprichado, letras intelectualmente elaboradas com conteúdos atemporais, produção cuidadosamente bem feita e músicos incríveis, com pinta de rockstars. Se identificou? Se sua resposta é “sim”, então definitivamente você não deve ouvir o Mclusky…
Formado por três imbecis que definiam seu som com rótulos pouco ortodoxos como “shitrock” e “fucking music”, o Mclusky era uma mistura de punk, new wave, Star Wars, humor ácido e cultura trash diluídos em berros desesperados e instrumentos tocados (propositalmente ou não) de maneira ruim. A intenção principal era ser espontaneamente tosco, e orgulhar-se disso com sarcasmo. Eu gostei.
Ps: PUC-SP Ciência da Computação, eu passei. E melhor, pelo ENEM.
Ps2: No trampo, vendo a revista Playstation do Thiago - Lembrando os sons de Winning Eleven e International Superstar Soccer Deluxe, morrendo pra jogar The King of Fighters XII e BioShock.
Ps3: A música de nome mais bonito do Mclusky na minha opinião é “The world loves us and is our bitch”
Achei exagerada certas posições colocadas na época, do tipo: “O novo Nirvana”, “O Mclusky vai se transformar na maior banda de rock do mundo nos próximos anos”, “O Mclusky é um Nirvana em estado embrionário e pronto para reconquistar multidões para o rock”, “O Mclusky será o Pixies do ano 2000″, e por aí vai.
Ps4: Nunca comparem nada com Nirvana