In between days

“Why won’t you ever know…

27

de

janeiro

Randômicas

Sou o tipo de pessoa boba que se importa com aniversários. Sou daquelas que tenta ligar no horário exato em que a pessoa (disse que) nasceu. Daquelas que demora dias para encontrar um presente que seja definitivamente único para a pessoa. Daquelas que pára, pensa e senta para escrever um cartão ou a dedicatória (se o presente for um livro). Daquelas que não se importa com Natal ou Ano Novo, mas faz questão de ligar para as pessoas importantes à meia-noite.

Sou o tipo de pessoa boba que só gosta mesmo de uma música se a letra fizer sentido. Daquelas que anota trechos da letra de uma música boa que está tocando em um filme, um seriado ou no rádio, e depois vai no google para procurar. Por isso, muitas das minhas listas costumam sofrer da síndrome da “banda de uma só música”. Quando sou fã de uma banda, custo a decorar quais músicas são de quais CDs, porque costumo baixá-las aleatoriamente.

Sou o tipo de pessoa boba que guarda todos, todos, todos os emails que recebe (e a maioria dos que envia). Por isso, nesse exato momento tenho 3334 mensagens na minha caixa de e-mail somando todas as pastas que divido por pessoas, e estou usando 200 MB (1%) de 20000 MB da minha caixa postal do Terra. Sendo que tenhos outras duas caixas de e-mail lotadas, e por isso uso uma tão grande agora.

Sou o tipo de pessoa que relê várias vezes o mesmo trecho de um livro. Daquelas que não relêem o livro inteiro, mas apenas os trechos dos quais mais gostou e que marcou com uma abinha para dentro.

Sou o tipo de pessoa boba que ganha uma foto de presente e fica guardando cada dia em um livro diferente. Isso porque a cada noite eu leio um livro diferente, e sempre marco o que li na noite anterior com a sua foto. Daquelas pessoas bobas que torcem para que você ainda pense em mim, como estou lembrando de você nesse momento.

Sou o tipo de pessoa boba que guarda remorso por meses, mesmo que continue falando com a pessoa que me magoou. Ou então, guardo remorso por anos e nunca mais volto a falar com a pessoa que me magoou. Ou então, fico quieta esperando que a pessoa me procure, quando sei que ela nem desconfia o quão magoada fiquei.

Sou o tipo de pessoa boba que ainda acha que você vai ler esse post, vai entender que é para você e vai me ligar, me escrever, me dar algum sinal.

27

de

janeiro

Scream

Yeah I’ve been this way before
But something down here changed
The Spring sun hanging slower
Colder in the sky
And your voice sounds strange
Your voice sounds strange

E voce pode fazer isso durar, eternamente.

26

de

janeiro

Obstacle 1

This

Here and now

With you

This

Here and now

With you

23

de

janeiro

In between days

É incrível como você consegue ainda ter efeito sobre mim. Ontem antes de dormir eu me vi procurando todos os motivos pelos quais isso não deveria acontecer. Não é uma coisa tão dramática quanto dizer que eu gostaria de ser o protagonista de Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças.

Depois de um ano desejando o impossível, ele começou a se concretizar.

Porque quando eu estive ali antes eu nem pude te olhar nos olhos. Porque eu sei que irei abraçar voce em meus braços tão forte que nunca deixarei voce ir. Agora pouco tentei lembrar que dia e o que estávamos fazendo quando você disse uma das coisas que mais gostei de ouvir. Era um puta de começo de briga, que qualquer pessoa poderia fazer. Mas vindo de você, era uma coisa pra se guardar.

E como sempre, todas as coisas que eu quero dizer, não estão saindo direito. Quanto tempo vamos esperar, apenas para dizer adeus? Quanto tempo até eu aprender a deixar você ir? O que a gente quer se tornar? Eu sempre esperei que você batesse na minha porta, esperei sempre pelas suas ligações. Eu sei que ás vezes sou meio insegura, mas não importa mais. Eu estou diferente e você está distante. É com você que eu passaria esses dias intermediários.

Porque é a sua falta que eu sinto quando fecho os olhos.

Belle And Sebastian - Is It Wicked Not To Care

“I can’t believe it’s coming true
I’m so up close to kissing you
A breath away from never going home
I don’t remember getting here
It seems to be sometime next year
I hope you won’t be…
Leaving me alone?”…

20

de

janeiro

Conclusões.

1. Nada do que realmente vale a pena é fácil de se conseguir. Exceto aquelas coisas vitais e abundantes, tipo oxigênio. Agora, pessoas ou momentos que valem a pena? Esses sim são difíceis de se encontrar. Se você tiver os dois, saiba que é muito, muito sortudo.

2. Aquela história de “quando uma área da sua vida melhora, alguma outra tem que piorar”. É incrível: nunca tudo pode estar bem. Sempre tem que ter alguma parte da sua vida que vai andar mal. E, na maioria das vezes, o pior é que ainda é proporcional: quanto mais uma área melhora, mais uma outra vai piorar.

3. Ter que decidir por coisas realmentes importantes nunca é fácil. Especialmente quando a decisão envolve outras pessoas que são importantes para você. Pensar se você quer o suco com ou sem gelo não é difícil. Difícil é saber se você arrisca ou não por algo ou alguém que vale a pena.

4. Às vezes as pessoas não esperam você perceber que errou, que escolheu mal, que não deu o merecido valor. Às vezes o ônibus não espera, mesmo que você faça sinal, corra e ainda xingue o motorista. Às vezes não te dão tempo suficiente para você decidir, ou descobrir o que tem que fazer. E aí, amigo, boa sorte. Segundas chances são raríssimas.

There There.

Ouça: Radiohead - Let Down

“Bandages on my legs and my arms from you
Bandages, bandages, bandages
Up and down on my legs my arms from you
Bandages, bandages, bandages”

11

de

janeiro

Conclusões

1 - Você sai no sábado com uma amiga pra comemorar que entrou na faculdade. Ela te leva pra um lugar onde se encontram mais umas 27 outras garotas aproximadamente. O intuito é fazer uma farra. Mas você só consegue ficar em um canto, analisando aquelas pessoas estranhas. Ai você conclui/confirma: você é uma baita anti-social mesmo.

2 - Você vai pra estação pra pegar o metrô pra voltar pra casa. Ele demora. Senta uma desconhecida do seu lado e olha pra sua cara como se quisesse falar alguma coisa. Você ignora. Aí ela fala: “pelo jeito o metrô aqui demora mesmo, hein?”. Aí você responde: “Na verdade não demora não, não sei porque tá demorando hoje”. O metrô finalmente chega e a estranha olha pra você sorrindo: “viu? Era uma mulher dirigindo!” como se isso explicasse tudo. Aí você conclui/confirma: que é uma baita anti-social e não sabe lidar com quem não é.

3 - Você entra no trem, mas não tem lugar pra sentar. E você percebe que tem um cara do seu lado te encarando. Quando chega na próxima estação, dois bancos liberam. Você senta em um deles e o cara quase que empurrando todo mundo senta no outro. Você abre um livro e começa a ler (porque você sempre tem um nas mãos, e isso é um consolo nas horas desconfortáveis) e o cara pega um livro também. Mas você percebe que ele tá encarando o seu livro. Aí você olha pro dele e vê o título: “Dogma e Rituais da Alta Magia“. Finalmente ele pára de encarar você e o seu livro e começa a rabiscar no livro dele, o que parecem ser rituais ou sei lá o quê. Aí você conclui/confirma: que é um ótimo negócio ser anti-social.

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