22
de
janeiro
“Você não pode ser assim o tempo todo!”
“Assim como?”
“Assim, que nem um personagem, é como se você fosse um personagem.”
“Você tá querendo dizer que eu não sou o que eu sou, é isso? Você tá me chamando de falsa?”
“Não, não é isso que eu to querendo dizer. Você é legal, você é engraçada. E diferente. Não é possível que você seja assim o tempo todo!”
Smashing Pumpkins - “Disarm”
Whisper in my ear, a wish
“We could drift away so far”
17
de
dezembro
E a maior curiosidade a respeito de “Zeitgeist”, disco mais recente que o Billy Corgan considera o “seu” Smashing Pumpkins, já pôde se desfazer. “Tarantula”, o primeiro single, vazou na rede bem antes, em 2007. Embora o disco seja composto por doze faixas, “Tarantula” já entrega uma boa idéia do que estaria nas lojas em julho do mesmo ano. Guitarras ganchudas, bateria poderosa e solos incendiários de guitarra, algo que Corgan não vinha explorando com muita intensidade há alguns anos. O single, se é que remete a algo que os Pumpkins fizeram antes, relembra no máximo a abordagem roqueira do “MACHINA”. Não há muitos vestígios do elemento bittersweet que caracterizou a fase Siamese Dream, nem aquele feeling de supremacia criativa presente no “Mellon Collie”. Há, entretanto, dois músicos na ponta dos cascos, tocando muito, e um senso de confiança que não aparecia desde “Ava Adore”. O resultado é um pouco piloto-automático, menos denso do que se esperaria do velho Pumpkins, mas é preciso reconhecer que “Tarantula” é um single satisfatório. Difícil mesmo é decidir se “Zeitgeist” vai mesmo atender às expectativas de quem comprou a proposta de um retorno sem metade da banda original.
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